Sociobioeconomia - PA
O Pará transforma sua sociobiodiversidade em estratégia de desenvolvimento, unindo floresta em pé, renda e inovação

Estado:

PA
Bioma(s):
Região:
Norte
Objetivos-chave:
Órgão Responsável:
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS/PA), em coordenação com o Comitê de Sociobioeconomia (18 secretarias e parceiros).
Instrumento Jurídico:
Atos do Grupo de Trabalho e do Comitê de Sociobioeconomia (2022-2025); Plano Estadual de Bioeconomia-PlanBio (publicado em 2022 e atualizado em 2023).
O Pará estruturou o Plano de Sociobioeconomia como parte de sua estratégia estadual de bioeconomia (PlanBio), voltada à valorização da floresta em pé e das cadeias produtivas da sociobiodiversidade. A iniciativa organiza rotas de valor que incluem produtos como açaí, cacau nativo, castanha, óleos vegetais e fitocosméticos, articulando 18 secretarias e instituições parceiras sob uma mesma governança. Com 122 ações distribuídas entre fomento produtivo, ciência e inovação, o plano busca ampliar a renda das populações tradicionais, reduzir a pressão por desmatamento e atrair investimentos sustentáveis. Essa abordagem mostra como a bioeconomia pode ser uma política de Estado e não apenas de projetos isolados, um modelo replicável para outros estados amazônicos.
- Implementação de ações produtivas em cadeias da sociobiodiversidade (açaí, castanha, cacau nativo, óleos vegetais), com apoio técnico e fomento em municípios amazônicos prioritários. - Expansão de programas de capacitação para manejo florestal e boas práticas de beneficiamento, envolvendo comunidades extrativistas e agricultores familiares. - Criação de novas linhas de fomento à bioeconomia no âmbito do Fundo Amazônia Oriental (FAO) e programas parceiros. - Lançamento da plataforma de monitoramento do PlanBio, permitindo acompanhar o progresso das cadeias e dos territórios beneficiados.
- Aumento da renda de famílias extrativistas e cooperativas em cadeias sustentáveis. - Redução da pressão sobre áreas de floresta por meio de alternativas produtivas de baixo carbono. - Consolidação do Pará como polo de referência na sociobioeconomia amazônica, atraindo novos investidores e projetos internacionais. - Fortalecimento de práticas que conciliam conservação, conhecimentos locais e inovação tecnológica.
Replicabilidade:
Pode ser replicado em outros estados amazônicos que buscam estruturar suas estratégias de bioeconomia com foco em sociobiodiversidade. O modelo combina governança intersetorial, planos setoriais integrados e plataforma de monitoramento, permitindo adaptar a abordagem de “floresta em pé e renda no território” a diferentes contextos regionais.Inovação:
Integra, pela primeira vez na Amazônia Legal, 18 secretarias estaduais sob um plano de sociobioeconomia com metas, indicadores e governança formal. Ao alinhar ciência, produção e políticas públicas, transforma a bioeconomia em eixo estruturante do desenvolvimento amazônico.Ações
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