Política de IA Climática - GO
Dados que viram ação climática: Goiás organiza pesquisa, capacitação e uso público de IA para acelerar resultados.

Estado:

GO
Bioma(s):
Região:
Centro-Oeste
Objetivos-chave:
Órgão Responsável:
Secretaria-Geral de Governo (coord. GO.IA) e órgãos setoriais
Instrumento Jurídico:
Lei Complementar 205/2025 (Política de IA)
A Lei Complementar nº 205/2025 institui a Política Estadual de Fomento à Inovação em Inteligência Artificial em Goiás, primeiro marco estadual abrangente de IA no Brasil. A norma estabelece diretrizes para pesquisa, capacitação, dados abertos, segurança e uso público de IA, criando um ambiente propício à inovação e ao desenvolvimento sustentável. O marco abre caminho direto para aplicações climáticas: inteligência climática, sistemas de alerta e monitoramento em tempo quase real, otimização energética e monitoramento, reporte e verificação (MRV) de emissões, além de gestão de resíduos e fiscalização ambiental com visão computacional. Coordenada pela Secretaria-Geral de Governo (GO.IA), a política já gerou desdobramentos concretos como programas de aceleração e o Epicentro da Inteligência Artificial, que conecta startups, universidades e órgãos públicos.
- Programa Epicentro da Inteligência Artificial, criado em 2025, apoia projetos e empreendedores para desenvolver soluções tecnológicas aplicadas ao setor público e à ação climática. - Oficinas de inovação realizadas para criar protótipos de sistemas de monitoramento ambiental, eficiência energética e alerta antecipado de eventos extremos. - Portal GO.IA lançado como centro de dados e articulação de parcerias entre governo, universidades e empresas para o uso ético e seguro da inteligência artificial. - Projetos de pesquisa aplicada em universidades goianas com foco em inteligência climática, análise de dados ambientais e gestão de riscos.
- Formação de capacidades técnicas locais em tecnologias digitais voltadas à ação climática. - Atração de investimentos e parcerias em inovação verde e transformação digital do setor público. - Integração da política de IA às áreas de energia, resíduos, agricultura e defesa civil. - Maior precisão e menor custo em processos de monitoramento e MRV de emissões e riscos climáticos.
Replicabilidade:
A experiência de Goiás pode ser adaptada por outros estados que queiram usar a inteligência artificial como ferramenta de ação climática. O modelo combina três elementos principais: uma base legal clara que define princípios e responsabilidades para o uso público de IA; um centro de inovação digital, como o portal GO.IA, que reúne dados, parcerias e programas de capacitação; e editais de incentivo e formação voltados a desenvolver soluções práticas de monitoramento ambiental, previsão de riscos e eficiência energética em prédios públicos. Essa estrutura permite que outros governos estaduais avancem na digitalização de suas políticas climáticas com segurança jurídica e custos reduzidos.Inovação:
Goiás é o primeiro estado do Brasil a instituir uma política abrangente de inteligência artificial voltada também à ação climática. A inovação está em tratar a IA como ferramenta de gestão pública, integrando pesquisa, capacitação, dados e segurança digital em uma mesma política. Essa abordagem permite criar soluções de monitoramento ambiental, alerta antecipado, eficiência energética e MRV de emissões, transformando tecnologia em instrumento direto de ação climática e de modernização na gestão.Ações
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